Biispo Jorge Pina Cabral - Entrevista

 

Entrevista de D. Jorge Pina Cabral - Igreja Lusitana recebe Arcebispo de Cantuária para abertura do 100.º Sínodo

 

Lisboa, 15 fev 2024 (Lusa) – O próximo fim de semana assume uma importância particular para a Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica, pertencente à Comunhão Anglicana, que recebe o seu líder espiritual, o Arcebispo de Cantuária, Justin Welby.

A razão da visita é a abertura do 100.º Sínodo da Igreja Lusitana, mas o bispo diocesano, Jorge Pina Cabral, atribui-lhe outro significado: “a visita do senhor Arcebispo de Cantuária, nosso Metropolita e líder espiritual da Comunhão Anglicana, é um reconhecimento da missão e do trabalho que a Igreja Lusitana tem desenvolvido”.

“Ao assinalarmos já o 100.º sínodo diocesano, a presença do senhor arcebispo vem dar um reconhecimento e, ao mesmo tempo, também um apoio, um estímulo muito forte, ao trabalho da nossa igreja”, acrescenta o bispo, que lidera uma diocese composta por 14 comunidades de norte a sul do país, congregando cerca de 5.000 membros, entre “batizados, simpatizantes, amigos”.

Jorge Pina Cabral, em entrevista à agência Lusa na Catedral de S. Paulo, antigo convento dos Marianos, em Lisboa – o Centro Diocesano localiza-se em Gaia -, sublinha que a Igreja Lusitana “pertence à grande família da Comunhão Anglicana e é uma igreja nacional” que celebra 144 anos.

É uma igreja constituída em Portugal em 1880 em Lisboa, sendo “uma igreja que é uma via intermédia entre o catolicismo romano e as igrejas protestantes”, explica, sublinhando que “é uma igreja desde a sua origem fortemente inculturada, e ao mesmo tempo uma igreja ecuménica, na medida em que procura estabelecer as relações com as outras igrejas, fortemente empenhada no Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) e também, de há uns anos a esta parte, no diálogo inter-religioso”.

O bispo afirma que “é uma igreja minoritária, mas muito implantada nas comunidades onde está inserida e também com um forte trabalho social, através de projetos que as comunidades alimentam de serviço ao próximo e de formas mais institucionais, através de duas IPSS”.

Desmistificando a ideia de que uma igreja ligada à Comunhão Anglicana seria forçosamente uma igreja dirigida à comunidade inglesa ou seus descendentes, Jorge Pina Cabral faz questão de frisar que, “desde o seu início que a Igreja Lusitana se dirigiu para os portugueses. É uma igreja portuguesa que celebra em português a sua liturgia. Tem uma liturgia própria em português, o culto é um culto em português”.

Adianta, no entanto, que em Portugal existem as “capelanias inglesas”, que cultuam em inglês, para crentes de língua inglesa, diretamente ligadas à Igreja de Inglaterra. “Podemos dizer que são comunidades irmãs da Igreja Lusitana”, dado que, como a Igreja Lusitana pertence à Comunhão Anglicana, também a Igreja inglesa a integra.

Jorge Pina Cabral dá estas explicações na Catedral de S. Paulo, templo antigo onde, por estes dias, são feitos os últimos trabalhos, nomeadamente de pintura, para que tudo esteja pronto no próximo sábado, para a chegada de Justin Welby e sua mulher Caroline.

Como momentos mais significativos da visita de dois dias do líder espiritual dos anglicanos, Pina Cabral destaca um encontro com representantes de outras religiões presentes em Portugal, no sábado de manhã, a eucaristia de abertura do sínodo, à tarde, com a presença esperada do Presidente da República – que após a cerimónia terá um encontro a sós com o arcebispo -, a sessão de abertura formal do Sínodo e, já no domingo, a visita à paróquia da Sagrada Família, em Queluz.

O sínodo, que tem a abertura formal neste sábado, terá a segunda sessão nos dias 30 e 31 de maio e 01 de junho, com os trabalhos a decorrerem sob o mote “Chamados à Esperança e à Santidade em Cristo”.

Para o bispo diocesano, “é uma forma de a igreja iniciar um processo sinodal, de abertura, de reflexão para a sua missão, mas também de serviço ao mundo”.

“Quando falamos de esperança, queremos que a Igreja internamente tome consciência de que tem um papel importante numa sociedade tão fragmentada, tão dividida, vivendo problemas diversos, onde muitas pessoas carregam a sua cruz diária. Nós queremos que cada crente da Igreja, e que a Igreja no seu geral, seja capaz de levar uma palavra de ânimo, de esperança e conforto àqueles que vivem em necessidade”, acrescenta.

Por outro lado, “vamos apelar à santidade em Cristo. A santidade é, digamos, um modelo ético da fé e num mundo onde assistimos a tantos desvios morais, a tantos desvios ligados a questões de injustiça, de falta de solidariedade e até de corrupção moral, económica e financeira, queremos que uma das formas de testemunhar a fé cristã seja através de uma vida com ética, exemplar, sustentada na própria pessoa de Jesus Cristo”.

Com um modelo de gestão muito próximo das comunidades, a Igreja Lusitana, apesar da sua dimensão, considera-se preparada para responder ao dia a dia da sociedade.

“As igrejas anglicanas são verdadeiramente sinodais, ou seja, o sínodo, sendo o órgão máximo, presidido pelo bispo, é um espaço de diálogo, de confronto de ideias e visões diferentes, é um espaço também de democracia e de educação para a participação, porque no sínodo estão presentes os delegados das diversas comunidades e o clero da Igreja em pé de igualdade”, explica Pina Cabral.

Assim, “o sínodo é como que uma escola de democracia e de inclusividade, e esta marca é algo que equipa os próprios crentes para trazerem para a Igreja o seu sentir, os seus problemas, a sua própria voz. Isso permite que a reflexão que a Igreja faz seja uma reflexão contextualizada, que acolhe o sentir do povo, das bases da própria Igreja”, acrescenta.

JLG // ZO

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ENTREVISTA: Nos 50 anos da democracia impõe-se uma outra cidadania – Bispo da Igreja Lusitana/Comunhão Anglicana

Lisboa, 15 fev 2024 (Lusa) – O bispo Jorge Pina Cabral, da Igreja Lusitana/Comunhão Anglicana, alerta que, quando se assinalam os 50 anos da democracia em Portugal, se impõe uma outra cidadania, em que os cidadãos participem mais na definição das políticas.

Em entrevista à agência Lusa a propósito da deslocação a Portugal, no próximo fim de semana, 17 e 18 de fevereiro, do Arcebispo de Cantuária, Justin Welby, líder espiritual dos anglicanos, Pina Cabral considera que num contexto de proximidade das eleições e, ao mesmo tempo, no ano em que se celebram os 50 anos da democracia portuguesa, se percebe que se está perante um processo contínuo. “A democracia é um processo sempre inacabado naquilo que importa melhorar”, diz.

“E nós percebemos que se impõe também uma outra cidadania, impõe-se que cada cidadão, os organismos, as diversas instituições da sociedade participem também, cada vez mais, na própria definição da política ou das políticas, para que a vivência democrática não se fine apenas à política partidária, aos partidos em si”, afirma o principal responsável pela Igreja Lusitana.

“Nós vivemos um tempo particular, em que percebemos que, fruto também da globalização em que se vive e que afeta também o nosso país, se geram diversas tensões que, depois, muitas vezes, resvalam para posições extremadas”, avisa Pina Cabral.

O bispo defende a necessidade de “encontrar consensos naquilo que são as grandes questões para o país. É disso que o povo necessita, é isso que o povo quer, que se encontrem consensos sobre os grandes desafios que se colocam à sociedade portuguesa, nomeadamente os aspetos ligados à saúde, à educação, à pobreza, à habitação e, para que isso aconteça, (…) os políticos e os partidos têm de se abrir mais à própria sociedade civil”.

O bispo é claro a defender “uma atitude de maior compromisso com a construção da própria democracia” e que se chame “a atenção para aspetos que podem pôr em causa a própria democracia e, nomeadamente, também as minorias em Portugal”.

“Hoje, nós assistimos àquilo que se chama um discurso populista, que, em vez de criar esses consensos, procura mais dividir, procura criar estigmas, procura fazer com que determinadas minorias sejam ostracizadas. Ora, numa sociedade inclusiva, numa sociedade democrática, esse tipo de posições tem de ser combatido democraticamente, com diálogo e, também, com [tomada de] posições”, sublinha o bispo, para quem “as igrejas também têm aqui um papel, que é o papel de maior tomada de posições públicas sobre as grandes questões nacionais”.

E para este caminho, também as Igrejas têm de estar preparadas, desde logo com o debate a nível interno.

No caso da Igreja Lusitana, Pina Cabral não tem dúvidas: “a Igreja [Lusitana] é, talvez, a maior escola de participação e democracia, porque numa igreja participativa, quer a nível local, onde os leigos são chamados a responsabilidades de gestão, a responsabilidades da administração, a gerirem, a participarem com os seus dons, eles crescem na responsabilidade do cuidado daquilo que é público”.

“E depois, são as próprias comunidades a eleger os seus representantes para esse órgão máximo que é o sínodo. Esta vivência eclesial é, poderemos dizer, uma vivência associativa, democrática e inclusiva, que leva naturalmente a que as pessoas se sintam motivadas e responsáveis pelo seu próprio caminho e pelo caminho da Igreja”, sublinha, para concluir que “a Igreja também ajuda à própria formação dos cidadãos”, com vista a que sejam “atentos, responsáveis e também participativos nas diversas esferas da sociedade”.

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ENTREVISTA: Sem casos detetados na Igreja Lusitana, questão dos abusos é tema que preocupa

Lisboa, 15 fev 2024 (Lusa) – A questão dos abusos sexuais em ambiente eclesial é um tema que está também nas preocupações da Igreja Lusitana que, embora não tenha detetado nenhum caso na sua esfera, adotou já o projeto Igreja Segura.

Há um ano, aquando da apresentação do relatório sobre os abusos no seio da Igreja Católica Romana em Portugal, o bispo da Igreja Lusitana, Jorge Pina Cabral, admitiu que o problema dizia respeito também “às outras Igrejas cristãs”.

Um ano depois, em entrevista à agência Lusa, o bispo é pragmático: “de que eu tenha conhecimento ou que a Igreja [Lusitana] se tenha debruçado sobre essa realidade, não tivemos esses casos, mas podemos vir a ter, ou seja, o que eu quero dizer é que nenhuma igreja está imune a este flagelo do abuso, a este flagelo de violência”.

E, clarificando o que afirmou há um ano, Pina Cabral afirma que o que procurou dizer é que “aquilo que diz respeito à Igreja Católica Romana, naturalmente que em primeira instância tem de ser lidado pela própria Igreja Católica Romana, mas também afeta e diz respeito a todas as outras igrejas, porque o que se passa numa igreja influencia sempre as outras e transmite uma determinada imagem para a sociedade”.

“Foi uma chamada de atenção”, diz.

E o tema está bem presente na sua Igreja, que “estabeleceu como uma das prioridades aquilo que se chama o projeto Igreja Segura, que visa que a Igreja esteja consciente das medidas que tem de tomar” para que os seus responsáveis e agentes pastorais que lidam com os fiéis, em particular com as crianças ou adultos vulneráveis, tenham “determinado tipo de comportamento, de currículo, de formação, que os ajude nas suas funções”.

“A Igreja procura ter aqui uma ação preventiva para evitar essas situações”, explica, adiantando que essa ação se consubstancia “em formação, por exemplo, para monitores de campos de férias, em encontros de sensibilização para o clero, na verificação do clero que vem de outras igrejas para trabalhar na nossa, de verificação dos seus currículos e de contacto com as igrejas onde eles estiveram para que o seu passado possa ser claro para todos e se possa ter conhecimento da idoneidade da pessoa que vem servir a Igreja”.

E se a questão dos abusos preocupa, outro tema vai fazendo caminho na Igreja, o da bênção de uniões entre pessoas do mesmo sexo, que nalgumas regiões do globo ameaça mesmo com ruturas face à hierarquia.

Jorge Pina Cabral diz acompanhar a questão “com muita expectativa”, pois “o que se verifica a nível da Comunhão Anglicana e a nível também das outras igrejas é que há profundas diferenças culturais a nível dos contextos em que as igrejas desenvolvem a sua missão”.

“Nós temos a realidade de países, nomeadamente em África, onde, por exemplo, as questões da homossexualidade são penalizadas, onde a homossexualidade é vista ainda como um crime. Ora, naturalmente, nesses contextos, é muito difícil que a própria Igreja tome outro tipo de posições”, admite, adiantando que, num “contexto mais ocidental, europeu e norteamericano, (…) culturalmente há uma maior aceitação, inclusividade das pessoas que têm uma orientação homossexual”.

Segundo Pina Cabral, “isso tem levado a que algumas Igrejas da Comunhão Anglicana tenham, fruto de reflexão teológica, de reflexão bíblica, fruto também do contributo das ciências humanas e sociais, procurado uma maior inclusividade das pessoas homossexuais no seio das Igrejas”.

“As Igrejas anglicanas são unânimes em reconhecer um primeiro aspeto que é o de que no Povo de Deus os homossexuais são bem-vindos e as comunidades devem procurar uma maior inclusividade daqueles que se assumem, que assumem a sua homossexualidade”, assegura, ressalvando, no entanto, que um “segundo ponto é a questão de a Igreja providenciar uma bênção, ou um rito sacramental, para essas relações que estão estabelecidas e muitas vezes até para casais que estão casados legalmente”.

Nesse aspeto, verifica-se “que algumas Igrejas permitem já (…) o casamento de casais homossexuais, [enquanto] outras definem a bênção para os casais homossexuais. Portanto, há uma diferença entre providenciar o sacramento do matrimónio e entre dar uma bênção para casais”.

“O que eu entendo pessoalmente é que o matrimónio à luz da Bíblia e do ensinamento bíblico é efetivamente uma instituição que requer a complementaridade entre homem e mulher. Mas, pessoalmente, entendo que a Igreja deve procurar providenciar a bênção de Deus através de um rito próprio para aqueles casais que, sendo casados homossexualmente e civilmente, buscam da Igreja também o reconhecimento e a bênção de Deus para a sua união”, afirma o bispo Pina Cabral em entrevista à agência Lusa.

No seio da Igreja Lusitana, esta discussão ainda não foi feita, mas aquilo que Pina Cabral defende é que os homossexuais têm de ser acolhidos na Igreja e esta tem de “receber aquilo que eles têm a dar à própria Igreja”.

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ENTREVISTA: Diálogo ecuménico tem de ser relançado – Bispo da Igreja

Lisboa, 15 fev 2024 (Lusa) – A liderar uma Igreja que faz do diálogo ecuménico uma bandeira, o bispo diocesano da Igreja Lusitana/Comunhão Anglicana defende que o mesmo “tem de ser relançado entre o Conselho Português de Igrejas Cristãs e a própria Conferência Episcopal”.

“Tem de ser relançado porque nós todos, enquanto igrejas, estamos a viver uma situação nova do ponto de vista social e cultural. Por um lado, somos claramente Igrejas minoritárias já no seio da sociedade portuguesa, mesmo a própria Igreja Católica Romana, e a questão que surge é o que é que nós, enquanto Igrejas minoritárias, juntas, podemos oferecer à sociedade portuguesa”, diz o bispo Jorge Pina Cabral em entrevista à agência Lusa.

Por outro lado, o bispo sublinha que “o próprio contexto social e religioso mudou muito em Portugal nos últimos anos e mudou, nomeadamente, com a integração de novas comunidades e minorias religiosas que tornaram muito mais plural e diversificada a própria sociedade portuguesa”.

“Ora, para esta nova realidade, as igrejas ecumenicamente têm também de procurar encontrar respostas comuns, nomeadamente para o grande desafio dos migrantes, muitos deles que vivem em necessidades, muitos deles que estão aqui a viver nas cidades em barracas e ao ar livre”, defende Pina Cabral, acrescentando que o paradigma deve ser este: “fazermos em conjunto aquilo que em conjunto podemos fazer”.

Jorge Pina Cabral entende, ainda, que ao nível do diálogo inter-religioso “um grande trabalho tem sido feito, nomeadamente através do grupo de trabalho inter-religioso promovido pela agora Agência para a Integração, Migrações e Asilo”.

“Aí, as religiões têm-se sabido organizar, têm trabalhado e tem havido um grande apoio da Comissão da Liberdade Religiosa, e isso é muito importante, porque permite também incluir as minorias religiosas em Portugal. É esse trabalho de inclusão que as religiões podem fazer para evitar o estigma, para evitar posições de discriminação que alguns políticos tentam também fazer”, frisa o bispo da Igreja Lusitana que, no sábado, será anfitrião de um encontro entre o líder da Comunhão Anglicana, o Arcebispo de Cantuária, e os representantes de diversas religiões presentes em Portugal.

Diálogo profícuo é o que existe também entre as cúpulas da Igreja Católica Romana e a Comunhão Anglicana.

Na semana passada, na reunião do Conselho de Cardeais, no Vaticano, foi discutido o papel da mulher na Igreja e o Papa Francisco convidou a vicesecretária-geral da Comunhão Anglicana para participar.

Jorge Pina Cabral olha para esta circunstância “com muita alegria”. “As igrejas anglicanas têm já há muitos anos desta experiência feminina no ministério ordenado aos seus vários níveis e, portanto, são igrejas que podem e devem, a meu ver, partilhar essa própria experiência, contributo e visão com igrejas que, por razões diversas, ainda estão noutras fases desse processo”, diz o bispo português.

Para Pina Cabral, o convite à bispa Jo Bailey Wells, foi um convite “de uma grande abertura, porque é também aí que o ecumenismo se concretiza. A relação ecuménica entre as igrejas concretiza-se também na partilha daquilo que, fruto já da sua vivência, cada igreja pode oferecer às outras”.

Jorge Pina Cabral reconhece, ainda, a existência de uma “relação muito bonita, de amizade, confiança pessoal, entre o bispo de Roma, Francisco, e o Arcebispo de Cantuária, Justin Welby”.

E, olhando para o futuro, não hesita em afirmar que gostaria de ver “uma comunhão na diversidade”, no âmbito da qual não lhe custaria muito “reconhecer o bispo de Roma como um ‘primus inter pares’, como líder espiritual, não como líder temporal”.

“Uma comunhão onde as Igrejas Anglicanas e a Igreja Católica Romana pudessem experimentar uma união eucarística, que ainda não existe, uma união onde os membros destas igrejas e de outras também pudessem ter acesso à própria comunhão, que é o centro da vida da Igreja. Eu apostaria mais não só numa união entre anglicanos e católicos romanos, mas numa união que pudesse englobar também outras igrejas. Eventualmente, teremos de ir dando passos que possam ser passos progressivos”, aponta Jorge Pina Cabral.

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Fonte: Lusa

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